Mundos possíveis?
Que mundos são possíveis?
Em quais mundos podemos nos aventurar sem que tenhamos necessariamente que tentar escamotear o medo?
Em quais mundos poderíamos dizer abertamente o que somos e o que sentimos?
Existem tais mundos?
Ontem eu sonhei com algo que não sei descrever
Senti paz, mas era estranho sentir paz. O medo não estava lá...
Era um sonho, mas poderia ser realidade.
Os mundos nos quais finco meus pés são como imensos paraísos artificiais...
A aparência é a porta de entrada
O vazio, o sustentáculo
A tristeza, a companheira
(H)a falsa sensação de prosperidade...
Tudo é tão lindo, tão artificialmente feliz;
"Até que a primeira nude nos separe, amém!"
Ecoa pelos repertórios virtuais
É que no fundo o que importa mesmo é mostrar aos amigos todo o extenso-efêmero repertório de órgãos sexuais
Não que eu seja moralista
Mas quando nossa existência se resume em passar horas e horas do dia deslizando imagens na tela do celular
é sinal de que alguma coisa não vai bem...
Paisagens artificiais em mundos "cistematizados"
Quer mundo mais violento que o das aparências?
Ela, a aparência, nos captura no interior de seu redemoinho.
Difícil de escapar, ela nos faz acreditar que vivemos no melhor dos mundos
Não importa o quão assimétrico ele seja, não importa as injustiças que ele produza...
A lógica da aparência molda nossos corpos. Pior, molda nosso pensamento.
Quem aí jamais foi vítima que atire a primeira pedra!
O mundo da aparência não é o que sonhei.
O mundo que sonhei eu podia dizer quem sou sem temer perder amores ou amigos
O mundo que sonhei eu dançava como aquela criança de outrora...
Dançava alegre e colorida como o quadro de Matisse
Não havia julgamentos, não havia represálias...
Só havia a imanência de algo genuíno.
Em quais mundos podemos nos aventurar sem que tenhamos necessariamente que tentar escamotear o medo?
Em quais mundos poderíamos dizer abertamente o que somos e o que sentimos?
Existem tais mundos?
Ontem eu sonhei com algo que não sei descrever
Senti paz, mas era estranho sentir paz. O medo não estava lá...
Era um sonho, mas poderia ser realidade.
Os mundos nos quais finco meus pés são como imensos paraísos artificiais...
A aparência é a porta de entrada
O vazio, o sustentáculo
A tristeza, a companheira
(H)a falsa sensação de prosperidade...
Tudo é tão lindo, tão artificialmente feliz;
"Até que a primeira nude nos separe, amém!"
Ecoa pelos repertórios virtuais
É que no fundo o que importa mesmo é mostrar aos amigos todo o extenso-efêmero repertório de órgãos sexuais
Não que eu seja moralista
Mas quando nossa existência se resume em passar horas e horas do dia deslizando imagens na tela do celular
é sinal de que alguma coisa não vai bem...
Paisagens artificiais em mundos "cistematizados"
Quer mundo mais violento que o das aparências?
Ela, a aparência, nos captura no interior de seu redemoinho.
Difícil de escapar, ela nos faz acreditar que vivemos no melhor dos mundos
Não importa o quão assimétrico ele seja, não importa as injustiças que ele produza...
A lógica da aparência molda nossos corpos. Pior, molda nosso pensamento.
Quem aí jamais foi vítima que atire a primeira pedra!
O mundo da aparência não é o que sonhei.
O mundo que sonhei eu podia dizer quem sou sem temer perder amores ou amigos
O mundo que sonhei eu dançava como aquela criança de outrora...
Dançava alegre e colorida como o quadro de Matisse
Não havia julgamentos, não havia represálias...
Só havia a imanência de algo genuíno.
Mariah, que linda poesia! Vivi por alguns instantes na PAZ desse "mundo", enquanto lia sua poesia.
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