Hiato... ou sobre um lugar sem lugar.
Já tinha algum tempo que eu queria escrever sobre isso, mas não encontrava um meio minimamente são — psicologicamente são — de organizar meus pensamentos e, consequentemente, a escrita. A razão disso? Raiva. E um pouco de tristeza. Também já fazia algum tempo, na verdade, que eu não vinha aqui. Esse hiato tem várias razões, mas a principal é que estive tão imersa no trabalho — ou no desespero de encontrar alguma estabilidade profissional — que meu foco e minhas energias se voltaram completamente para isso. Ainda não consegui a sonhada estabilidade profissional. Acho que esse, ontem, hoje e sempre, tem sido um dos meus maiores desafios. Não é fácil vencer a transfobia inconsciente presente nas práticas intersubjetivas e, obviamente, nas práticas corporativas e institucionais. Mas esse é assunto para outro momento. Esse hiato, porém, também existiu por outra razão: uma busca inconsciente de mim mesma. Digo inconsciente porque eu não sabia exatamente o que se passava. Só descobri que esta...


