quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Silicone nos glúteos é febre entre as mulheres

 
Arte: Bruno Campelo

Assim como o implante de próteses de silicone nos seios se popularizou entre as mulheres, o aumento dos glúteos pelo mesmo método também vem conquistando cada vez mais adeptas em Pelotas, mas é claro que, ainda, em escala bem menor. Grande parte das pacientes interessadas na técnica mostra-se insatisfeita por não ver em seus espelhos a mesma forma e o volume estampados mensalmente nas capas de revistas. As principais queixas são a falta de volume, a flacidez e a queda. Por isso, acabam recorrendo à intervenção cirúrgica quando percebem que a prática de exercícios físicos frequentes não é suficiente para reverter a situação.
Quem passou pela experiência garante que os resultados vão muito além da aparência estética, visto que trazem benefícios psicológicos, como a melhora da autoestima. A diretora administrativa de 44 anos, que preferiu não ser identificada, conta que simplesmente “não tinha nada de bumbum”. “Não havia calça ou vestido que se ajeitasse em meu corpo. Isso me deixava infeliz. Eu precisava me sentir mais feminina, valorizando umas das regiões que mais caracterizam uma mulher e que em mim simplesmente não existia.”
Há quatro anos, ela implantou 300 mililitros de silicone em cada glúteo. Segundo ela, até os filhos adolescentes a apoiaram na decisão e, depois, acharam-na mais bonita. “Foi a realização de um sonho. Agora coloco um vestido e me cai perfeitamente bem. É tão bom me ver de perfil e perceber o volume. A minha autoestima foi lá em cima. Quem me conhecia antes, sabe que eu coloquei. Mas o aspecto é tão natural que quem me conheceu depois, nem percebe.”
Cerca de três meses após a cirurgia, quando a diretora voltou a fazer exercícios físicos, surgiu a dúvida enquanto corria na esteira: “Será que vou me adaptar com esse corpo estranho aí atrás? Mas rapidamente me acostumei com o fato de que ele é meu e me deixa mais bonita”.

Genética

O cirurgião plástico Samuel Neugebauer explicou que a forma e o volume do bumbum dependem de diversas estruturas, principalmente do músculo grande glúteo (glúteo maior) e da distribuição e quantidade de gordura na camada de tecido subcutâneo. A diferença de músculo e gordura é que vai determinar o resultado anatômico (visual) de cada bumbum. E essa diferenciação segue genética, fatores raciais e também pelo peso e atividade física nesse músculo. “Quem tem genética de bumbum bonito, vai ter bumbum bonito. Quem tem genética de bumbum achatado largo e sem volume, pode aumentar a massa de gordura (engordar) e malhar quanto quiser (para aumentar o volume pela hipertrofia muscular) que vai continuar com aquela característica de bumbum.” Ou seja, melhora mas não modifica substancialmente.

Não é mágica
Para colocar uma prótese é preciso avaliar alguns fatores relevantes: o que a pessoa tem, como ela é fisicamente, o que ela deseja, o que a prótese, de fato, vai ajudar e se essa melhora possível é a desejada. “A expectativa das pessoas em relação ao resultado é outro fator importantíssimo. Em princípio não se faz o que as pessoas querem, mas sim o que for possível onde elas querem. A paciente precisa entender que não dá para querer o que não dá para fazer.” Neugebauer esclareceu que a cirurgia plástica melhora o que existe, mas não modifica. “Se é bonito, fica mais bonito. Se é feio, fica menos feio, melhorado. Se pela raça e biotipo, a paciente tiver um bumbum plano, é possível melhorá-lo com volume. Mas esquece querer transformá-lo em um bumbum africano”, exemplificou Neugebauer. O resultado sempre é comparativo: de como era e como ficou.

 

fonte: diário popular

Um comentário:

  1. Vida Walesca popuzuda... Há quem admire, embora eu ache que apenas os homens, que vivem a exemplo dos animais irracionais, são os únicos que achem essa coisa atraente...

    mas se a coisa fica natural, sou a favor.

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