Transexualidade: Tratamento.
A palavra transexualidade é originária do latim trans e sexualis. Na antiguidade, como fenômeno ligada á sexualidade humana, foi conhecido, tendo sido descrito por Heródoto como doença misteriosa dos Citas. Povo que vivia nas praias do norte do Mar Negro.
Como se depreende desse breve introito trata-se, a transexualidade, de uma afecção que tem existido em todos os tempos, raças e culturas, como uma incidência atual aproximada de um para cada 37 mil homens e uma para cada 100 mil mulheres.
Nos tempos antigos e em algumas culturas a “castração” era/ é um método bastante utilizado, o que levava/leva muitos indivíduos à morte. Contudo, o avanço médico científico e as muitas pesquisas sobre o tema possibilitam hoje, um tratamento eficaz cujo o “ápice” se dá justamente com a transgenitalização (cirurgia de redesignação sexual, vaginoplastia ou faloplastia). Diferente do que muitos pensam, a neovagina tem “funcionalidade” uma vez que as terminações nervosas são preservadas, diferentemente na faloplastia, uma vez que a cirurgia ainda é experimental.
O “novo” sexo é finalmente adequado ao psicológico e a imagem da pessoa. Naturalmente a reprodução não é possível mas, cabe salientar que muitos homens e mulheres, digamos “normais”, também não podem reproduzir e, isso não os define genuinamente como homens e mulheres, uma vez que essa “consciência” se dá através do psicológico bem como suas atitudes sociais.
Esse é um assunto extremamente delicado que deve ser trado com muito respeito e seriedade. Tanto é que foi um tema tratado com muito carinho e respeito no ministro da saúde, Temporão. Atualmente, no Brasil há 4 centros de referências, que são justamente os Hospitais Universitários, em São Paulo, Rio Grande do Sul, Goiás e Rio de Janeiro.
No Rio de Janeiro, especificamente, no HUPE, Hospital Universitário Pedro Ernesto está localizado o, talvez, principal centro de referencia e que atende pessoas de qualquer lugar do Brasil. A equipe coordenado pelo Doutor Professor Alexandre e assistidas pelo, talvez, maior psiquiatra do país, Doutor Professor Chalub, realiza um excelente trabalho às transexuais. Naturalmente, precisa-se de mais investimentos e talvez até uma certa “motivação politica” das transexuais assistidas. De qualquer maneira, os esforços dos médicos devem ser parabenizados.
Certamento há muitos outros aspectos que valem ser lembrados, como tratamento hormonal, cirurgias plásticas, tratamento fonoaudiológico e etc. Porém, isto exigiria muitos paragráfos que falariam o obvio porque esses tratamentos são necessários para transformação “externa”.
Por Mariah Rafaela Silva
Agora dá pra entender bem a diferença, eu nem imaginava isso. Acha que eram todos gays, mas não há tratamento para homossexualidade. Muito bom esse blog. A partir de agora , vou olhar com mais respeito para essas mulheres e homens que de fato fato são incompreendidas pela sociedade hipócrita e nada democrática.
ResponderExcluir