Ciumes: é saudável ou é uma doença?
Ultimamente tenho vivido numa montanha russa emocional.O fato é que passei a sentir ciume de absolutamente tudo. Sinto ciume de qualquer coisa.
Observando essa, digamos, crise, passei a tentar controlar, o que na verdade, não me levou a resultado nenhum. Pensei então que muitas mulheres como eu, devem sentir um excesso de ciumes, então decidi ler algumas coisas na internet e vou compartilhar aqui com vocês!
O blog da mulher postou isto:
“Quase todo mundo, algum dia na vida, já teve uma crise de ciúmes; e posso lhes assegurar que é uma das piores sensações que podemos ter. O ciúmes demonstra a nossa falta de auto-confiança, o nosso medo de ‘perder’, e aguça o nosso complexo de inferioridade. O complexo de inferioridade entra, quando começamos a ‘imaginar’ como será a outra, ou quando por acaso a conhecemos e começamos a nos comparar com ela; e reconhecemos que pode ser que ela tenha algo mais atraente que nós.
Bem, seja qual for a situação, ciúmes mata, sim isso mesmo, ciúmes mata; não o seu companheiro mas a ti propria que se corroi dia e noite a ‘tentar descobrir’ ou a ‘imaginar’ algo. As vezes os ciúmes não passa de puro delirio nosso, outras vezes tem fundamento. A grande verdade é que os homens querem viver livres, leves e soltos e detestam quando pegamos no pé deles.
Quanto mais pegamos no pé deles, pior eles se comportam, portanto desista de procurar ‘provas’, telefones, ‘sms’, cheiro na roupa, ou seja lá o que for; porque quando um homem quer trair, ele traí até dormindo; então não se martirize por isso, pois não vale a pena. Você tem de analisar a sua relação, vale a pena viver ao lado de alguem que te deixa insegura e de quem você desconfia? Pense nisso.
Algumas dicas para superar o seu ciúmes:
1-Goste de si, antes de gostar dele.
2- Não deixe de ter amigas e de viver sua vida como fazia antes de conhece-lo. Mantenha sua independencia ‘psicologica’.
3- Antes de brigar, ou fazer uma cena, pense mil vezes.
4- Não faça projectos futuros em demasia, o romance pode não dar certo e você ficar frustrada para o resto da vida.
5- Não adianta chorar, implorar, ajoelhar, ou desmaiar, se seu namorado tiver de ir em algum lugar ou fazer algo ele fará, quer você queira ou não.
6- Seja superior, o que quer que nós mulheres possamos falar, eles sempre irão provar-nos de alguma maneira que estavamos equivocadas.”
Possessividade e ciúme andam lado a lado
“A letra bem-humorada da música Ciúme, da banda Ultraje a Rigor, fala de um tema que não tem graça para muitas pessoas. O sentimento pode fazer o ciumento e a sua “vítima” sofrerem demais. Especialistas garantem que o ciúme é conduzido, principalmente, pela falta de segurança própria e uma auto-estima muito baixa.
Ciúme e possessividade andam lado a lado. São formados em dois momentos da vida de uma pessoa. Primeiramente, aparece a possessividade, depois, o ciúme. Entre dois e três anos de idade, a criança desenvolve o conceito da relação “gente versus objeto”. “Ela entra no mundo das pessoas para conquistar o que quer e começa a se envolver. Nesse período, se alguém agir quanto coisa e der tudo para a criança, ela não vai passar por essa fase. Vai encarar que pessoas e objetos são iguais. E vai achar a mesma coisa quando crescer. Encara as pessoas como patrimônio”, explica o psicólogo clínico Mauro Godoy, especialista em antropologia. Quando a possessividade é aliada à insegurança, pode se tornar patológica.
O psicólogo alerta que a criação das crianças com o auxílio de babás pode acentuar a possessividade. Na opinião dele, as babás são pagas para fazer o que a criança quer. “Gera uma sensação de poder para a criança. Enquanto não chega no patológico, a possessividade não tem problema. Mas há casos extremos. Quando uma pessoa é muitíssimo possessiva, ela não deixa mulher e filhos saírem de casa para nada, por exemplo. A pessoa quer ter um controle absoluto”, comenta Godoy.
O ciúme é desenvolvido a partir dos três anos de idade, quando se entra na fase de Édipo. A criança começa a tentar recuperar a atenção que tinha quando era recém-nascida. Nessa etapa, menino ou menina descobrem que a mãe também ama outras pessoas e passa a competir pelo sentimento dela. “No lugar da criança se voltar contra todos pela mãe, ela começa a se apegar aos outros e aprende a dividir a mãe com todos”, conta Godoy.
Mas, se a criança não passa por essa fase, cresce com a sensação de ter alguém vivendo para ela. Pensa que amar é ter alguém só para si. Um exemplo seria um homem que pensa que sua mulher não pode estudar, trabalhar e nem ter filhos para não dividir a atenção com ele. “Hoje em dia, vemos que a criança não tem oportunidade de desenvolver isto, principalmente se as mães são solteiras. A deficiência de compreensão da criança gera problemas. O ciúme também pode se tornar patológico se for associado com grandes doses de insegurança”, avalia Godoy.
“Tempero do amor” apimenta a relação
O sentimento pode ser encarado como prova de amor, preocupação e demonstração de afeto. Isso é normal, desde que seja em proporções saudáveis. O motorista Ari e a auxiliar de cozinha Relindes Massaneiro são casados há 10 anos. Depois de todo esse tempo de casamento, o ciúme está presente na relação. “O ciúme existe na pessoa que ama. Mas há muita diferença no ciúme doentio”, diz Ari. “Lógico que sentimos ciúme um pelo outro. Se falasse que não, estaria dizendo uma mentira. Mas nada exagerado. Precisa ser saudável”, fala Relindes.
A mesma opinião é compartilhada pela dona de casa Vera Lúcia de Moura Silva e pelo impressor João Carlos Silva. Para eles, o ciúme ocupa uma importante lacuna no relacionamento. “É uma demonstração de amor, mas precisa ser dentro do limite”, avalia Vera. “Ciúme demais não dá. Mas um ‘ciuminho’ é gostoso, afinal, é preciso guardar o que é seu. Mas acho exagerado não deixar a mulher sair de casa ou ir até o local onde o companheiro está para saber o que está fazendo, por exemplo”, cita João Carlos.
O sofrimento vem quando esses parâmetros ultrapassam qualquer limite. “Hoje em dia existem mais casos de ciúme patológico”, confirma o psicólogo Mauro Godoy. A situação fica complicada quando se aumentam a intensidade e a freqüência dos questionamentos com o parceiro, no qual vem junto o medo de perder a pessoa, por insegurança, segundo a psicóloga Loriane Matté. “É difícil ter um ciúme doentio sem que haja a possessividade. Possessividade sem ciúmes talvez aconteça apenas com uma pessoa muito egoísta, em todos os sentidos”, explica.
O ciúme tem a capacidade de deixar uma pessoa mais insegura ainda, com uma auto-estima muito baixa. Se não está contente com ela mesma, a ciumenta (ou o ciumento) deixa este sentimento afetar a relação com o parceiro. O ciúme se torna doença quando a pessoa troca a realidade por um mundo de fantasias. “Nos casos de infidelidade, é até normal sentir ciúme. Mas no ciúme patológico, a infidelidade só existe mesmo na fantasia e a pessoa sofre por isso, achando que é verdade. Uma pequena coisa acaba se transformando em tragédia”, informa Loriane.
Parceiros são os que mais sofrem com a situação
A primeira pessoa que percebe o descontrole do ciumento é o parceiro. A preocupação e o carinho, que acompanham o ciúme, passam a ser cobranças constantes. O parceiro se sente cercado e invadido. “Quem percebe é o outro, mas já em uma situação que não dá mais para agüentar. Em um relacionamento, cada um precisa ter o seu espaço e o ciumento vai tirando isso do parceiro. Às vezes, qualquer atividade vira um sofrimento”, afirma a psicóloga Loriane Matté.
A busca por terapia de casal e tratamentos acontece quando o quadro está insustentável. Mas, para tudo voltar ao normal, o ciumento precisa aceitar que não está bem e que está prejudicando a relação. Às vezes, esta percepção não acontece naturalmente, sendo necessária a ajuda de outras pessoas. “A pessoa vem para o consultório dizendo que os outros acham que ela é ciumenta. Ou que sente um sofrimento enorme que os outros não entendem”, aponta Loriane.
O casal é encaminhado para terapia e trabalha a comunicação no relacionamento. Ainda se estudam quais são os fatores que colaboram para despertar o sentimento. O ciumento também reflete sobre os relacionamentos do passado, que podem causar conseqüências na relação atual. As pessoas se baseiam muito em experiências anteriores, segundo Loriane. “Se houve uma infidelidade em uma relação no passado, por exemplo, qualquer atraso pode desencadear o ciúme. Primeiro tem que se organizar a relação e, posteriormente, cada um vai para a terapia individual, para que não aconteça de novo”, indica.
O psicólogo Mauro Godoy diz que o tratamento passa pela re-educação da pessoa, principalmente dos valores formados enquanto criança. “A terapia vai atingir o lado criança do ciumento, mostrando que existem outras pessoas no mundo. Tratar o ciúme patológico é complicado porque, quanto mais infantil for o problema, mais difícil será o tratamento. Mas é possível e dá para mudar”, avisa. Outro meio de tratar o ciúme e a possessividade é abordar a insegurança individual. A terapia pode ajudar a pessoa a conhecer os próprios limites”.
O fato é que podemos destruir uma relação, e o amor é uam coisa tão linda que não se pode deixar dominar por sentimentso ruins, meu conselho, amigas, diálogo. Conversar sempre e ser sincera!
Também descobri o MADA, Mulheres que Amam de Mais Anônimas, é um grupo que oferece apoio à mulheres extremamente ciumentas. Se você está passando por algo semelhante, busque ajuda! http://www.grupomada.com.br/
fontes:http://www.parana-online.com.br e http://www.blogdamulher.com
Nossa muito bom, ajudou muito, obrigada!
ResponderExcluirMuito bom, me ajudou muito, obrigada!
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